Natal – a história de uma família nada convencional e muito corajosa.
Sempre ouvimos dizer que o Natal é a celebração do nascimento do menino Jesus, o Salvador, aquele que traria a paz na terra e que dividiu o calendário.
Mas você já parou para pensar, independente da fé que você carrega, que além do nascimento do bebê, também é a história de uma família corajosa?
Historiadores e teólogos contam que Maria era uma adolescente. Pensa numa adolescente grávida no contexto de hoje. Pensa no seu noivo em ter que dar conta de uma adolescente grávida em que o filho não era seu. Ele poderia ter escolhido entrar nas estatísticas dos pais que abandonam, tão comum ainda neste século. 😥
Mas não. Ele foi um homem presente, protetor e provedor conforme o AMOR o guiava.
O casal não agendou a sua cesárea. O casal não viajou na primeira classe. Viajaram com o mínimo de conforto e muito amor e coragem no peito.
Imagino a Maria sentindo que a “sua hora” estava chegando. Me pergunto o que passava na sua cabeça quando não encontrou lugar em hotéis ou uma parteira, para ajudá-la a transpor o portal da maternidade.
Ainda assim essa mulher seguiu. Seu corpo fez o belo trabalho de parir sem intervenções humanas. Pessoalmente, até por experiência própria, imagino Deus encorajando Maria. Empoderando! Dizendo que ela foi escolhida para parir daquele jeito porque era capaz.
Que seu corpo estava todo pronto, apesar de não ter feito um pré-natal adequado ou ultrassons previstos.
Imagino a situação de José, o carpinteiro que de repente virou parteiro. Que homem!!! Que valentia!!! Que coragem!!!
Creio que a sequência dessa história você já sabe: foram para um estábulo. Não penso só na mensagem da humildade de nascer nestas condições. Mas tb na força Divina que estava com esse casal que toparam andar no mesmo propósito, inundados de ocitocina.
Imagino as dilatações acontecendo. Um parto natural comumente não é muito rápido. Imagino a Maria vendo seu corpo de adolescente ganhar um barrigão e um seio cheio de leite. Imagino a bolsa se rompendo. E ela pensar “ai meu Deus, é hoje mesmo!”
Imagino o bebê Jesus fazendo o seu trabalho no parto junto com sua mãe. Sendo expelido vagarosamente para respeitar o corpo daquele ser incrível.
E quando o bebê Jesus nasceu, puxa… imagino o casal olhando pela primeira vez nos olhos daquele que estaria coroando aquele casal como família. Uau, que momento emocionante!!!
Imagino José cortando o cordão umbilical dizendo que Ele ganharia esse mundão. Imagino Jesus mamando pela primeira vez, o aprendizado que também desafiava Maria: nutrir e manter esse bebê vivo.
O puerpério dessa família eu não sei. Sei que Ele veio falar da pureza e da simplicidade do AMOR desde a sua forma de nascer.
Desejo, com todo o meu coração, que a forma pura e simples de amar dessa família entre na sua casa, nos seus relacionamentos e com você mesmo.
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