Chorei pela consciência que passei a ter disso e do tempo perdido na minha vida buscando valor num olhar externo, sendo que o que trazemos e cultivamos é muito mais precioso.
Chorei pelas disputas existentes entre mulheres ao invés de apoiá-las.
Chorei pelas cirurgias estéticas desnecessárias.
Chorei pela beleza contida na liberdade.
Chorei pela timidez, pela voz embargada, pela subestimação simplesmente por ser mulher.
Chorei pelo esforço triplicado para mostrar competência.
Chorei por ter aceitado desrespeitos calados.
Chorei por me forçar em relacionamentos tóxicos e falo de amizades também.
Chorei por ter sido tóxica para alguém.
Chorei pelas mulheres que vieram antes de mim e que foram embora daqui sem saber disso.
Mas depois disso, agarrei na responsabilidade de ser diferente de tudo isso.
Dói ainda! Mas agora eu sei o lugar da dor e isso me permite conduzir a minha vida de formas bem mais interessantes e saudáveis!
Na visão sistêmica, no movimento da energia que vincula pessoas, os pais cedem algo e os filhos recebem algo.
Em primeiro lugar, os pais cedem aos filhos a possibilidade de viver e de usufruir da vida. São eles nossa porta de entrada para o mundo. De tudo o que os pais dão aos seus filhos, este é o elemento mais importante e essencial – a vida.
E de tudo que ainda há nessa troca vital, seguimos em aprendizado contínuo e eterno com nossos brotos, nutrindo, provendo e promovendo o seu desabrochar.
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